As redes sociais facilitam o contato com amigos e familiares e permitem conhecer novas pessoas. No entanto, nem todas as interações nesses espaços são saudáveis. Quando alguém ultrapassa limites e passa a invadir a privacidade e perseguir, mesmo que virtualmente, outra pessoa, pode ser Cyberstalking. Nesses casos, é importante reconhecer os sinais e saber como se proteger.
Em situações isoladas, como um comentário desagradável, interações indesejadas, bloquear o perfil costuma ser suficiente. Mas, se a conduta continua mesmo após a recusa ao contato, o problema se torna mais grave.
O comportamento de perseguir outra pessoa de forma persistente pela Internet, invadindo sua privacidade e provocando medo ou desconforto, é chamado de Cyberstalking. Essa perseguição pode ser realizada por meios digitais, como redes sociais, aplicativos de mensagens, e-mails e jogos online, mas muitas vezes pode partir para o mundo offline.
O perseguidor pode insistir em manter contatos indesejados, criar perfis falsos para monitorar a vítima, comentar repetidamente em suas publicações, procurar amigos e familiares em busca de informações ou divulgar dados sem autorização. No Brasil, esse comportamento pode configurar o crime de perseguição e trazer consequências graves.
Se você for vítima, e se sentir ameaçada por esse comportamento é importante contar o que está acontecendo a alguém de confiança e denunciar a pessoa responsável pela perseguição. Para isso, junte evidências: faça capturas de tela das interações, salve links de perfis, nomes de usuário, e-mails e registros de chamadas, anote datas e horários e registre informações sobre perfis falsos ou contas criadas para continuar a perseguição.
Bloqueie o perseguidor e não apague as conversas. Registre um boletim de ocorrência, presencialmente ou pela delegacia virtual quando disponível, e apresente as evidências reunidas. Em caso de risco imediato, ligue 190. Mulheres também podem buscar orientação pelo Ligue 180, e situações envolvendo crianças, adolescentes ou violações de direitos humanos podem ser comunicadas pelo Disque 100.
Reconhecer os sinais do cyberstalking e agir desde o início ajuda a proteger a privacidade e a segurança. A vítima não é culpada pela perseguição e não precisa enfrentar a situação sozinha. Preservar as provas, proteger as contas, buscar apoio e denunciar são medidas fundamentais para interromper o abuso e tornar os ambientes digitais mais seguros.
Acessibilidade
Na primeira cena, uma moça interage alegremente no celular, de repente as mensagens se tornam incessantes e olhos indicando vigilância aparecem ao redor dela. A mensagem muda para “Alguém está te perseguindo na Internet?”.
Na próxima cena, o ambiente se torna sombrio e a frase muda para: “Causou medo, constrangimento ou feriu sua liberdade?” Mensagens ameaçadoras aparecem e uma sobra abraça a moça.
Na terceira cena, a moça junta screenshots das telas com as interações com o stalker. A frase complementa: "Junte provas, bloqueie o perfil e faça um boletim de ocorrência.
Na quarta cena, a moça se dirige a delegacia e faz um boletim de ocorrência entregando as evidências coletadas. A frase termina: "Cyberstalking é crime, denuncie!””
LICENÇACC BY-ND
Empresas e organizações interessadas podem se tornar parceiras dessa iniciativa, fazendo o download gratuito dos vídeos ou solicitando a inclusão do seu logo em uma versão customizada dos vídeos, para divulgação em seu site, ou outros canais. Acesse https://cidadaonarede.nic.br/apoiadores/acesse/ e confira o passo a passo.